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17.10.17

Enquanto aumenta o valor do gás, governo abre mão de R$ 1 trilhão em incentivos fiscais





O governo anunciou no dia 10.out.2017 novo aumento do valor do gás de cozinha. Está é a quarta alta em dois meses, o que fez o valor    do botijão atingir uma alta acumulada de 44,8% (em dois meses!).

Enquanto as panelas que batiam em protesto ao governo anterior vão ao forno com esse expressivo aumento, está para ser votado no Congresso a Medida Provisória 795/2017, editada em setembro e que garante incentivos fiscais para a exploração do petróleo – uma renúncia fiscal calculada em R$ 1 trilhão de reais conforme estudos da Consultoria Legislativa da Câmara. 

A MP 795 seguiu tramitação em tempo recorde em uma Comissão Mista presidida por José Serra, conhecido defensor dos interesses das petrolíferas estrangeiras. Após a rápida tramitação, Serra renunciou à presidência da Comissão no início de outubro. O relator é o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ). A intenção do governo é aprovar a MP até o dia 27 deste mês, quando a ANP (Agência Nacional de Petróleo) realizará a segunda rodada de leilões nas áreas do pré-sal. 

Pelas regras da medida provisória, a participação do Brasil em cada barril – na prática, a porcentagem que o país recebe de cada um deles – passará de 59,7% para 40%, uma das mais baixas do mundo.

O estudo da Consultoria Legislativa compara a participação estatal em vários países (veja reprodução ao lado) mostrando a posição do Brasil como uma das mais baixas do mundo, atrás da Líbia, Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, Canadá e Venezuela, entre outros.    

O Congresso abriu consulta pública sobre a MP. Para participar acesse o link http://www.congressonacional.leg.br/materias/medidas-provisorias/-/mpv/130444.

11.10.17

O pior Chê de todos os tempos


Dia 9 de outubro completou 50 anos da morte do revolucionário Ernesto Chê Guevara. Argentino de nascimento, cidadão do mundo, comandante da revolução cubana, Chê foi assassinado na Bolívia quando tentava organizar a guerrilha naquele país.

Seu nome, seus ideais e sua estampa se tornaram símbolos mundiais de gerações que lutam por liberdade e utopia.

Entretanto, em 1969, dois anos após a sua morte, eis que Hollywood decide produzir um filme sobre a “vida” de Chê Guevara. Por “Hollywood” entenda-se a CIA. A revolução cubana completava dez anos, se fortalecia apesar de todo o boicote mundial (exceto da União Soviética e aliados), e representava uma ameaça direta aos projetos de controle dos EUA sobre o restante das Américas.

Ao mesmo tempo, a morte de Chê Guevara o elevara à condição de mito e herói mais do tivera em vida. Morto o homem, o império precisava matar o mito e tentou fazê-lo da forma que havia aprendido com Joseph Goebbels, ideólogo do nazismo que “ensinou” que uma mentira repetida mil vezes vira verdade.

O maior erro da carreira de Omar Sharif. Segundo ele próprio
Um vigoroso orçamento (para a época) de US$ 3 milhões, um elenco com atores de primeira, como o egípcio Omar Sharif (Chê) e Jack Palance (Fidel), e direção de Richard Fleischer, veterano diretor que um ano antes havia dirigido The Boston Strangler (O homem que odiava as mulheres), foram convocados para produzir a película “Chê!” (que no Brasil ainda ganhou o péssimo complemento de “a causa perdida”).

Jack Palance é um Fidel patético
Para tentar dar maior veracidade ao enredo, a narrativa mescla a forma de documentário com ficção. Na película, um patético Fidel Castro, eternamente de charuto na boca, que não sabe bem o que está fazendo no filme, na revolução e na vida, e um Chê Guevara frio e assassino, que coloca seu sadismo e descaso pela humanidade a serviço de seus interesses revolucionários. Não faltam mortes desnecessárias (para a revolução), hordas de “simples cubanos” sendo enviados para o paredão (fuzilamento) por ordem de Chê (enquanto Fidel, sempre de charuto na boca, está embriagado pelo poder), estupros e “depoimentos verídicos” de cubanos que afirmam odiar Chê e todo seu legado.   

E assim se desenrola o filme criando uma caricatura do comande Chê até culminar na grotesca última cena em que ele é capturado e antes de ser executado recebe a visita de um camponês boliviano, que diz que a vida só piorou depois que o comandante quis exportar sua revolução para o continente. Abatido, Chê aceita sua sentença como prova de seu fracasso mundial. Nada mais ridículo.
Cena em que Chê assina autorizações para fuzilamento
em massa sob olhares consternados da igreja e populares

Antes de o filme estrear, em 1969, Omar Sharif concedeu várias entrevistas afirmando que admirava Ernesto Guevara (sem concordar, necessariamente com seus métodos). Uma delas pode ser acessada aqui (em inlgês).

A recepção do público, no entanto, fez Sharif ter a exata dimensão da roubada em que havia embarcado. Em Paris, uma sala de cinema chegou a ser depredada e incendiada após a exibição do filme.


Em 2007, Omar Sharif admitiu publicamente que aquele foi o pior filme de sua vida e que toda a história e o roteiro foram manipulados pela agência estadunidense de inteligência. "Eu exigi fazer um filme que não tivesse um tom fascista", lembra Sharif, em entrevista à Agência Efe. A CIA estava por trás, queria fazer um filme que agradasse aos cubanos de Miami e eu só me dei conta disso no final", afirmou que ator que classificou o filme como um “produto fascista”. 

21.9.17

Biblioteca Mario de Andrade promove aulas preparatórias para vestibular





Em setembro e outubro, a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, traz um ciclo de palestras gratuito sobre os livros da FUVEST, trazendo alguns dos mais importantes professores e especialistas em literatura brasileira, o ciclo Vestibular na Mário busca complementar a formação dos alunos na área, ao mesmo tempo em que visa estimular o interesse pelos livros e pela literatura.
Nesta sexta-feira (22.set.2017) o professor Helder Garmes fala sobre o livro "A cidade e as serras", de Eça de Queiroz. O site da Editora Limiar disponibiliza gratuitamente o download do livro.



Helder Garmes possui graduação em Linguística e em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (1983, 1985), mestrado em Teoria e História Literária pela mesma universidade (1993), doutorado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (1999), tendo realizado estágios pós-doutorais na École des Hautes Études en Sciences Sociales (2005), no College of Humanities da Ohio State University (2009) e na University of Leeds (2016). Atualmente é professor livre-docente da Universidade de São Paulo, atuando especialmente nas áreas de literatura portuguesa, estudos comparados de literaturas de língua portuguesa e história da literatura.

A palestra acontece às 19h e terá transmissão ao vivo pela página da Biblioteca no facebook. Para quem deseja assistir presencialmente, as senhas serão distribuídas uma hora antes do evento.

19.9.17

O cruel universo feminino de Silvio Piresh





Silvio Piresh se define como um publicitário nos dias úteis e um escritor nos dias inúteis. E dessa "inutilidade" nascem obras fortes, profundas, plenas de lirismo e crueldade, provavelmente à semelhança da alma humana, que ele desfia em palavras e personagens - a maioria femininas - que transitam entre extremos: um Cristo que renasce como mulher no machista Vaticano; a mulher traída que perfaz o caminho da Santiago de Compostela ao contrário e vê transmutar sua bondade inodora em ácida crueldade; a mulher borboleta, que tece seu casulo com o veneno da vingança. 

Esse universo pictório de Silvio Piresh ganha um novo capítulo, ou melhor, outro poderoso romance: Fausta! No blog dedicado ao livro e à sua obra, o autor apresenta a sinopse do livro. 
A mãe de Fausta, grávida de sete meses, deixa o país para ser mais uma exilada na Alemanha. Na viagem, frágil e desesperada, faz um trato com Mefistófeles até para garantir o futuro da filha. Por infausta coincidência, este é o ano que Fausta completa 18 anos, volta ao país e começa a não envelhecer mais. No aeroporto, Mefistófeles é o próprio Cristo de braços abertos para receber Fausta. Ou mais um infeliz: ele cai em tentação por Fausta, que não quer saber de Mefistófeles. Ela ainda acredita no amor antes de virar moeda e alma de troca. Mas ele não desiste: a cada dia o criador faz uma nova tentativa para seduzir sua fausta criatura.  

O livro será lançado no dia 27 de setembro (2017) na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509).
No site da Limiar você pode encontrar três outros títulos do autor: O Cristo Rosa, O descaminho de Santiago e Os sete erros de Hölderlin. Vale conferir 

 

1.9.17

Conheça o catálogo de títulos da Limiar



Se você ainda não conhece os títulos da Limiar, confira o catálogo da Editora, disponível pelo Issuu ou por PDF

Os livros são apresentados nas seguintes categorias:

- Literatura
- Jornalismo
- Estudos literários
- Romance policial
- Poesia
- Sociedade

Adquirindo pelo site da Limiar você tem frete grátis para todo o país.

Conheça, também, a biblioteca virtual da Limiar, projeto que disponibiliza livros grátis para download.

4.8.17

Livro HAMBRE DEL ALMA em promoção




Promoção válida até o dia 31 de agosto de 2017 exclusivamente para compras pelo site da Editora Limiar 

A fome da alma é algo que muitas mulheres (e homens) sentem. A partir da análise das obras de escritoras como Virgínia Wolf, Laura Esquivel e Nélida Piñon, a autora reflete como as mulheres desenvolvem suas vivências e experiências sensoriais nos ambientes da "comida", do alimento não apenas do corpo, mas, principalmente, da alma.
Hambre del Alma fala de como escritoras saciaram esta fome da alma por meio da escrita, da culinária e da arte. A narrativa é uma cura, e os cadernos de receitas muitas vezes trazem diários embutidos neles, observações e frases, sentindo o sabor na boca. 

Carla Cristina Garcia é mestre e doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde é professora e pesquisadora, e pós-doutora pelo Instituto José Maria Mora, no México. Desde a graduação se dedica a temas relacionados ao universo feminino e à pesquisa de gênero.





Aperitivo : Leia aqui um trecho do livro

28.7.17

CARTA DE REPÚDIO - CONTRA O BOICOTE AO PMLLLB-SP




Nós, representantes da sociedade civil no Conselho do PMLLLB (Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas), representantes de movimentos sociais e culturais, instituições, coletivos e demais profissionais abaixo assinados, vimos por meio desta expressar repúdio ao Prefeito João Dória, ao Secretário de Cultura André Sturm e à coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas pelo desrespeito à lei nº 16.333 que institui o PMLLLB, sancionada em 18 de dezembro de 2015 após aprovação por unanimidade na Câmara e uma longa trajetória de construção pela sociedade civil com a realização de mais de 40 escutas públicas para levantamento e debate de propostas.
No dia 21 de julho de 2017, foi publicado no diário oficial, o decreto nº 57.792, alterando normativas e revogando expressamente o decreto Nº 57.233, que regulamenta as atribuições do Conselho, de seus representantes, sua forma de composição e periodicidade de reuniões e de atividades.