22.5.20

Concurso Diadesol completa 10 anos com revista comemorativa

Com edição da Limiar, revista apresenta desenhos vencedores no Concurso desde 2010



O Dia Interamericano de Limpeza e Cidadania, também conhecido como DIADESOL (Dia de los Desechos Sólidos, em espanhol), foi idealizado para desenvolver atividades que despertem a consciência da sociedade sobre as questões relativas aos resíduos sólidos.

No Brasil, as atividades do DIADESOL fazem parte do calendário anual da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Seção São Paulo ((ABES-SP), desde 2006.

A partir de 2010, a ABES-SP passou a realizar o concurso de desenho infantil como forma de divulgar o Diadesol entre crianças e jovens. “Procuramos envolver as escolas e pais de todas as regiões do Brasil nesse concurso para promover, de maneira lúdica, a conscientização das crianças para a necessidade da conservação ambiental”, explica a engenheira sanitária Roseane Garcia Lopes de Souza, uma das coordenadoras do projeto.

Para comemorar os 10 anos do concurso, a ABES-SP lançou em maio de 2020, uma revista com os desenhos de todos os finalistas de 2010 a 2019. São 37 desenhos, selecionados entre milhares que foram enviados, com o envolvimento de 282 instituições de ensino. “Nos sentimos muito gratificados com o alcance que o concurso atingiu nesses dez anos”, comenta Roseane.


Diadesol 2020
Devido à pandemia de covid-19, o concurso deste ano foi suspenso. Na impossibilidade de sua realização, o lançamento da revista, que já estava em elaboração desde o ano passado, se torna o evento oficial do Diadesol 2020. “É uma pena não podermos realizar o concurso, mas a revista acabou sendo produzida no momento oportuno. É uma boa coincidência”, afirma Elisangela Cavalcante Sobral, uma das idealizadoras da publicação. A edição da publicação é do jornalista Norian Segatto e a produção gráfica ficou a cargo da Editora Limiar, parceira do projeto desde 2013.


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7.4.20

Dica de livro: O ÚLTIMO HOMEM






Mary Shelley é mundialmente conhecida pelo seu livro Frankenstein, o moderno Prometeu, escrito em 1818, quando a autora tinha apenas 18 anos, mas O último homem, produzido oito anos depois, também é uma obra imperdível. O livro foi escrito sob o impacto da morte do marido de Mary Shelley, o poeta Percy Shelley, em uma acidente de barco. A autora, que já enfrentara a morte de três de seus quatro filhos viu seu mundo desabar.


Ambientado no final do século 21, a humanidade praticamente desapareceu após uma misteriosa epidemia, restou Lionel Verney, o último homem sobre a Terra, testemunha do ocaso da raça humana.

A partir de uma praga, o planeta se vê envolvido em uma guerra de proporções mundiais. Cidades desertas se transformam em selvas por onde emergem seitas messiânicas que incitam a violência entre os membros da população. Apenas Varney consegue sobreviver à enfermidade que se manifesta em forma de forte febre.

Se tal descrição te faz lembrar as duas guerras mundiais, as epidemias e o atual cenário mundial castigado pela pandemia de covid19, você está no caminho certo.
  
Não encare o livro apenas como uma obra de ficção científica, mas, assim como em Frankenstein, mais uma profunda reflexão sobre os limites da natureza humana. 


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1.4.20

Livros com até 50% de desconto



A Editora Limiar apóia as medidas de isolamento social para combater a propagação do coronavírus19. Segundo os especialistas, o mês de abril deve registrar aumento significativo de casos da doença. A irresponsabilidade do governo federal, incentivando as pessoas a descumprirem a quarentena, só agrava essa situação.
Para colaborar neste momento, reduzimos os preços de diversos livros para incentivar a leitura e estamos disponibilizando dezenas de títulos para leitura grátis .


Precauções
1) Todos nossos livros são higienizados antes de serem enviados aos compradores, mas sugerimos que você utilize luvas para receber a encomenda, passe um pano com álcool na embalagem antes de abrir, descarte a embalagem em local seguro (saco de lixo para materiais recicláveis).
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Neste momento, eventuais atrasos na entrega poderão ocorrer, pois estamos encaminhando os livros para os correios apenas uma vez por semana para evitar deslocamentos e contatos. Pedimos sua compreensão e solicitamos que nos mantenha informado caso haja um atraso excessivo na entrega.

LIVROS COM DESCONTO ESPECIAL
A estrela do abismo | de R$ 36,00 por R$ 20,00
Em dúbio papel | de R$ 25,00 por R$ 15,00
Um ponto entre dois | de R$ 25,00 por R$ 15,00
Palavra de caipira | de 35,00 por R$ 20,00
Jornalismo ainda é cultura | de R$ 43,00 por R$ 22,00
Doutor pedreiro | de R$ 35,00 por R$ 20,00
Palestina - um olhar além da ocupação | de R$ 35,00 por R$ 20,00
Telejornalismo na prática | de R$ 33,00 por R$ 20,00
O mistério do obelisco | de R$ 30,00 por R$ 18,00
À escuta de Clarice Lispector | de R$ 32,00 por R$ 20,00
A noite da soprano | de R$ 34,00 por R$ 20,00
Ponto eletrônico | de R$ 26,50 por R$ 18,00
Árvore de causas | de R$ 45,00 por R$ 25,00
Hambre del alma | de R$ 32,00 por R$ 20,00
O texto sentido | R$ 26,00 por R$ 18,00
Crônica de uma ilha vaga | de R$ 25,00 x R$ 18,00
Línguas de fogo | de R$ 42,00 por R$ 25,00
Alô alô, Amazônia - a linguagem do rádio | de R$ 25,00 por R$ 18,00

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26.3.20

Dica do dia: BLECAUTE, de Marcelo Rubens Paiva





No embalo do extraordinário sucesso de Feliz ano velho (1982), Marcelo Rubens Paiva lançou, quatro anos depois, Blecaute (1986, primeira edição pela Brasiliense), romance ficcional no qual parecia querer fugir do estigma de ser autor de um livro autobiográfico - e só. Blecaute ainda carrega forte dose de adolescência, é uma obra despretensiosa do ponto de vista literário, mas simpática de ser lida.   

Na história, Rindu, o narrador, e dois amigos, resolvem fazer uma expedição às cavernas do Vale do Ribeira. Para o infortúnio do pequeno grupo, ou não, os jovens ficam presos nas cavernas por três dias, por conta de uma tempestade. Quando conseguem sair, todas as pessoas do planeta haviam se transformado em estátuas. Encontram uma São Paulo absolutamente deserta, são os únicos sobreviventes de um fenômeno inexplicável. As descobertas, os medos, conflitos e luta pela sobrevivência vão se tornar o cotidiano dos personagens.

Inspirado, segundo o próprio autor, no seriado de televisão estadunidense Twilight Zone (Além da imaginação, na versão brasileira), Blecaute serve como inspiradora reflexão para esses dias de isolamento e cidades desertas.

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24.3.20

Admirável mundo novo






Estamos no ano 2540, ou 632 DF (Depois de Ford), um mundo onde a o modelo norte-americano atingiu seu grau máximo, a história parece esbarrar em sua última fronteira, tudo é padronizado, de seres humanos (gerados cientificamente) à economia, à obrigatoriedade da felicidade oferecida pela tecnologia. A identidade e personalidade são moldadas pelo Estado por meio de hipnopedia, hipnose auditiva durante o sono, “a maior força socializante e moralizante de todos os tempos”. Desde seu nascimento, o ser humano é educado em “centros de condicionamento do Estado”. A sociedade é dividida em castas e cada pessoa assume um papel de acordo com suas habilidades (ou meritocracia, para usar um termo atual).

Escrito por Aldous Huxley (1894-1963) em 1931 e publicado no ano seguinte, Admirável Mundo Novo é a consagração do pesadelo tecnológico a serviço de um Estado totalitário. A obra de Huxley se apropria de seu tempo, dos avanços científicos que a humanidade experimentava, ou almejava (como a clonagem humana, tema de recorrente na ficção da época, e teorias comportamentais como as desenvolvidas por John B. Watson), da derrocada da economia do planeta, ocasionada pela crise mundial de 1929 e o avanço do fascismo e do nazismo.

A distopia de Huxley se passa seis séculos no futuro, mas fica clara a urgência de sua denúncia. O próprio autor escreveu, em 1947: “parece que a utopia está mais próxima de nós do que se poderia imaginar há quinze anos. Nessa época coloquei-a à distância futura de seiscentos anos. Hoje parece praticamente possível que esse horror se abata sobre nós dentro de um século”.

A leitura de Admirável Mundo Novo me impactou mais do que 1984, outro clássico do gênero, assinado por George Orwell. Aldous Huxley descreve um “mundo perfeito”, absolutamente condicionado, dominado pela propaganda do Estado, com pessoas irremediavelmente felizes, como nas fotos que vemos atualmente nas redes sociais, e com os – poucos – opositores perseguidos e exterminados.

O livro, lançado no Brasil em 1941, é um manifesto pela humanidade, mas, também um alerta e uma denúncia contra tempos sombrios que se avizinhavam. Uma distopia que a atualidade parece querer transmutar em realidade. 


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22.3.20

NÃO VERÁS PAÍS NENHUM





Não verás país nenhum

Autor: Ignácio de Loyola Brandão
Ano de lançamento: 1981
Gênero: romance


Escrito em 1981, ainda sob o regime militar brasileiro, esta obra surpreendente conta acompanha a vida de Souza, ex-professor de História, que sobrevive como funcionário público, em um futuro distópico, em uma São 

Paulo dominada por lixo, gangues, burocratas e militares e milícias, os "civiltares".
Além da ditadura política que não terminou neste futuro incerto, o país convive com a degradação ambiental, a Amazônia virou um deserto, racionamento de água, calor insuportável, alimentos artificiais e manufaturados, ausência quase total de vida animal e vegetal, nascimento de crianças deformadas e mutantes.

Para tentar "contornar" problemas, como o do calor intenso, o governo constrói uma enorme marquise (que dá para ser vista da Lua) para abrigar do Sol as milhões de pessoas presas nesse pesadelo.
NÃO VERÁS PAÍS NENHUM é uma obra-prima de como o futuro poderia ser caótico. Quarenta anos após sua publicação, com nossas florestas queimando, nosso território e riquezas sendo entregues diariamente, um governo autoritário apoiado por milícias paramilitares, vemos que Loyola Brandão não narrou um pesadelo ficcional, mas uma quase premonição.   

Li o livro em 1982 e ainda me marca o sentimento que ficou ao término da leitura: um misto de desencanto com a humanidade, a certeza de que essa distopia poderia tornar-se realidade e o sonho de não chegar a ver esse país nenhum narrado por Loyola. E aqui estamos, em meio a uma pandemia, com esse governo, esse capitalismo. O pesadelo quase se tornando realidade. 

Para ler o livro acesse o site da Editora Limiar 

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20.3.20

MISS CORAÇÕES SOLITÁRIOS




Dica de livro para hoje: 

MISS CORAÇÕES SOLITÁRIOS, da Nathanael West. Escrito em 1933, ou seja, ainda sob os efeitos da depressão de 1929 e às portas da eclosão da Segunda Guerra Mundial, o livro conta a história de um homem, sem nome, que passa a dar conselhos para leitores de jornais, ávidos por alguma palavra de esperança. Nem ele leva a coisa a sério a princípio, mas, aos poucos, vai questionando seus valores morais, sua própria infelicidade, existência e os caminhos de uma humanidade à deriva no início dos anos 30.

Camadas de incertezas se acumulam nesse romance ácido, às vezes irônico, mas profundamente depressivo e envolvente.


Este livro não está disponível no site da Limiar, mas se você quiser baixar grátis algumas grandes obras da literatura mundial, clique aqui

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Confira um trecho do livro:

“Vamos ver se você entende. Vamos começar do princípio. Um sujeito é contratado para dar conselhos aos leitores de um consultório sentimental. É um negócio só para aumentar as vendas do jornal, e todo mundo da redação leva a coluna na brincadeira. O sujeito acha que é um bom emprego, porque talvez dali ele passe pra uma coluna social, e além disso ele já está cansado de correr atrás de notícia. Ele também leva a coisa na brincadeira, só que depois de uns meses não consegue mais achar graça naquilo. Vê que a maioria das cartas são pedidos de conselhos morais e espirituais feitos com profunda humildade; que elas exprimem, ainda que de modo confuso, um sofrimento verdadeiro. Ele descobre também que seus correspondentes o levam a sério. Pela primeira vez na vida, é obrigado a questionar seus próprios valores, e ao fazer isso percebe que é a vítima de tal brincadeira, e não o autor dela.”