26.6.20

Há 140 anos, Brasil instituía o cartão-postal


Cartão-postal de Theodore Hook, de 1840


Há muita controvérsia sobre a origem desse simpático objeto de lembrança 


Em 28 de abril de 1880, ou seja, há 140 anos, o Brasil instituía o cartão-postal, por meio do Decreto n. 7695, proposto pelo então Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Manuel Buarque de Macedo. 

Não há consenso sobre sua origem. A Enciclopédia Itau Cultural afirma que  "as origens do cartão-postal remontam ao século X, com os cartões de felicitações enviados pelos chineses. No ocidente, esse costume difundiu-se a partir da década de 1450, na região do Alto Reno. O cartão-postal, tal como o conhecemos hoje, foi inventado pelo prof. Emmanuel Hermann e lançado em 1º de outubro de 1869 na Áustria, sendo reservado apenas às mensagens escritas".

Cartão-postal do psiquiatra e antropólogo Fernando Gonçalves a
Arthur Ramos com imagem do Rio Capibaribe em Recife, PE (1941)
Em outra versão, citada pela Biblioteca Nacional, a partir do Wikipedia, "o inventor pode ter sido o norte-americano H. L. Lipman que, junto com J. P. Charlton, patenteou o chamado Lipman’s Postal Card, em 1862. Outra versão sugere que o diretor dos Correios da Confederação da Alemanha do Norte, Heinrich Von Stephan, teria lançado a ideia na Conferência Postal Germano-austríaca, em 1865. Ainda outra diz que o professor de Economia Política no Império Austro- húngaro, Emmanuel Hermann, teria proposto a adoção dos postais pelo seu baixo custo e simplicidade, em 1869.

Já o site da revista Super Interessante, em matéria de 4 de julho de 2018, afirma que "o mais antigo cartão-postal de que se tem notícia foi enviado em 1840 pelo escritor londrino Theodore Hook para… Ele mesmo! Hook gostava de pegar peças e decidiu fazer uma pegadinha com os carteiros. O item foi leiloado em março de 2002 por £31,750, mais de 122 mil reais. Até sua descoberta, em 2001, discutia-se se os cartões-postais haviam sido inventados na Alemanha, Áustria ou nos Estados Unido por volta de 1860". 

Como se percebe, sobre esse simples objeto, em forma retangular, com uma imagem (foto ou ilustração) de um lado, e espaço para uma mensagem no verso, criado para baixar o custo do envio (por não precisar de envelope), há muita controvérsia. 

Ainda segundo a Biblioteca Nacional, no Brasil, os primeiros cartões-postais eram de monopólio oficial e já vinham com o selo. Com o passar dos anos foi dada a autorização para a impressão dos postais pela indústria e a circulação pelos Correios após serem selados.

Nesses tempos virtuais, o cartão-postal parece destinado a se tornar objeto de museu, mas ainda é muito legal receber um enviado por amigo/a, parente, escrito com a própria letra, escolhido "ad hoc" para você.  




31.5.20

Em live, autora debate fantasia, design e incentivo à leitura



No dia 12 de maio, Michaella Pivetti, autora do livro A fantasia, o design e a literatura para a infância (Ed.Limiar), participou de uma live promovida pelo projeto Myra, quando debateu temas de seu livro, associado à experiência de leitura. O debate foi mediado por Cristiane Tavares e contou com a participação, além de Michaella, da também designer Rita Costa Aguiar. 

O Programa Myra - Juntos pela Leitura, é patrocinado pela Fundação SM e promove encontros de leitura, em que um voluntário lê com uma criança, estabelecendo uma relação de um para um, e construindo diversos diálogos entre o texto, outros livros e vivências. Além de sediar estes encontros, a escola identifica os estudantes que vão participar e articula os diversos agentes da comunidade escolar em torno do programa. 

Michaella abordou temas tratados em seu livro e como eles podem servir para o letramento visual e o incentivo à leitura de livros para a infância, tanto para alunos como professores. A autora é voluntária no projeto Myra. 

Clique aqui para conhecer a íntegra do debate 

22.5.20

Concurso Diadesol completa 10 anos com revista comemorativa

Com edição da Limiar, revista apresenta desenhos vencedores no Concurso desde 2010



O Dia Interamericano de Limpeza e Cidadania, também conhecido como DIADESOL (Dia de los Desechos Sólidos, em espanhol), foi idealizado para desenvolver atividades que despertem a consciência da sociedade sobre as questões relativas aos resíduos sólidos.

No Brasil, as atividades do DIADESOL fazem parte do calendário anual da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Seção São Paulo ((ABES-SP), desde 2006.

A partir de 2010, a ABES-SP passou a realizar o concurso de desenho infantil como forma de divulgar o Diadesol entre crianças e jovens. “Procuramos envolver as escolas e pais de todas as regiões do Brasil nesse concurso para promover, de maneira lúdica, a conscientização das crianças para a necessidade da conservação ambiental”, explica a engenheira sanitária Roseane Garcia Lopes de Souza, uma das coordenadoras do projeto.

Para comemorar os 10 anos do concurso, a ABES-SP lançou em maio de 2020, uma revista com os desenhos de todos os finalistas de 2010 a 2019. São 37 desenhos, selecionados entre milhares que foram enviados, com o envolvimento de 282 instituições de ensino. “Nos sentimos muito gratificados com o alcance que o concurso atingiu nesses dez anos”, comenta Roseane.


Diadesol 2020
Devido à pandemia de covid-19, o concurso deste ano foi suspenso. Na impossibilidade de sua realização, o lançamento da revista, que já estava em elaboração desde o ano passado, se torna o evento oficial do Diadesol 2020. “É uma pena não podermos realizar o concurso, mas a revista acabou sendo produzida no momento oportuno. É uma boa coincidência”, afirma Elisangela Cavalcante Sobral, uma das idealizadoras da publicação. A edição da publicação é do jornalista Norian Segatto e a produção gráfica ficou a cargo da Editora Limiar, parceira do projeto desde 2013.


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7.4.20

Dica de livro: O ÚLTIMO HOMEM






Mary Shelley é mundialmente conhecida pelo seu livro Frankenstein, o moderno Prometeu, escrito em 1818, quando a autora tinha apenas 18 anos, mas O último homem, produzido oito anos depois, também é uma obra imperdível. O livro foi escrito sob o impacto da morte do marido de Mary Shelley, o poeta Percy Shelley, em uma acidente de barco. A autora, que já enfrentara a morte de três de seus quatro filhos viu seu mundo desabar.


Ambientado no final do século 21, a humanidade praticamente desapareceu após uma misteriosa epidemia, restou Lionel Verney, o último homem sobre a Terra, testemunha do ocaso da raça humana.

A partir de uma praga, o planeta se vê envolvido em uma guerra de proporções mundiais. Cidades desertas se transformam em selvas por onde emergem seitas messiânicas que incitam a violência entre os membros da população. Apenas Varney consegue sobreviver à enfermidade que se manifesta em forma de forte febre.

Se tal descrição te faz lembrar as duas guerras mundiais, as epidemias e o atual cenário mundial castigado pela pandemia de covid19, você está no caminho certo.
  
Não encare o livro apenas como uma obra de ficção científica, mas, assim como em Frankenstein, mais uma profunda reflexão sobre os limites da natureza humana. 


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1.4.20

Livros com até 50% de desconto



A Editora Limiar apóia as medidas de isolamento social para combater a propagação do coronavírus19. Segundo os especialistas, o mês de abril deve registrar aumento significativo de casos da doença. A irresponsabilidade do governo federal, incentivando as pessoas a descumprirem a quarentena, só agrava essa situação.
Para colaborar neste momento, reduzimos os preços de diversos livros para incentivar a leitura e estamos disponibilizando dezenas de títulos para leitura grátis .


Precauções
1) Todos nossos livros são higienizados antes de serem enviados aos compradores, mas sugerimos que você utilize luvas para receber a encomenda, passe um pano com álcool na embalagem antes de abrir, descarte a embalagem em local seguro (saco de lixo para materiais recicláveis).
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Neste momento, eventuais atrasos na entrega poderão ocorrer, pois estamos encaminhando os livros para os correios apenas uma vez por semana para evitar deslocamentos e contatos. Pedimos sua compreensão e solicitamos que nos mantenha informado caso haja um atraso excessivo na entrega.

LIVROS COM DESCONTO ESPECIAL
A estrela do abismo | de R$ 36,00 por R$ 20,00
Em dúbio papel | de R$ 25,00 por R$ 15,00
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Você pode consultar o Catálogo da Limiar pelos links abaixo e adquirir diretamente pela nossa loja virtual:

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26.3.20

Dica do dia: BLECAUTE, de Marcelo Rubens Paiva





No embalo do extraordinário sucesso de Feliz ano velho (1982), Marcelo Rubens Paiva lançou, quatro anos depois, Blecaute (1986, primeira edição pela Brasiliense), romance ficcional no qual parecia querer fugir do estigma de ser autor de um livro autobiográfico - e só. Blecaute ainda carrega forte dose de adolescência, é uma obra despretensiosa do ponto de vista literário, mas simpática de ser lida.   

Na história, Rindu, o narrador, e dois amigos, resolvem fazer uma expedição às cavernas do Vale do Ribeira. Para o infortúnio do pequeno grupo, ou não, os jovens ficam presos nas cavernas por três dias, por conta de uma tempestade. Quando conseguem sair, todas as pessoas do planeta haviam se transformado em estátuas. Encontram uma São Paulo absolutamente deserta, são os únicos sobreviventes de um fenômeno inexplicável. As descobertas, os medos, conflitos e luta pela sobrevivência vão se tornar o cotidiano dos personagens.

Inspirado, segundo o próprio autor, no seriado de televisão estadunidense Twilight Zone (Além da imaginação, na versão brasileira), Blecaute serve como inspiradora reflexão para esses dias de isolamento e cidades desertas.

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24.3.20

Admirável mundo novo






Estamos no ano 2540, ou 632 DF (Depois de Ford), um mundo onde a o modelo norte-americano atingiu seu grau máximo, a história parece esbarrar em sua última fronteira, tudo é padronizado, de seres humanos (gerados cientificamente) à economia, à obrigatoriedade da felicidade oferecida pela tecnologia. A identidade e personalidade são moldadas pelo Estado por meio de hipnopedia, hipnose auditiva durante o sono, “a maior força socializante e moralizante de todos os tempos”. Desde seu nascimento, o ser humano é educado em “centros de condicionamento do Estado”. A sociedade é dividida em castas e cada pessoa assume um papel de acordo com suas habilidades (ou meritocracia, para usar um termo atual).

Escrito por Aldous Huxley (1894-1963) em 1931 e publicado no ano seguinte, Admirável Mundo Novo é a consagração do pesadelo tecnológico a serviço de um Estado totalitário. A obra de Huxley se apropria de seu tempo, dos avanços científicos que a humanidade experimentava, ou almejava (como a clonagem humana, tema de recorrente na ficção da época, e teorias comportamentais como as desenvolvidas por John B. Watson), da derrocada da economia do planeta, ocasionada pela crise mundial de 1929 e o avanço do fascismo e do nazismo.

A distopia de Huxley se passa seis séculos no futuro, mas fica clara a urgência de sua denúncia. O próprio autor escreveu, em 1947: “parece que a utopia está mais próxima de nós do que se poderia imaginar há quinze anos. Nessa época coloquei-a à distância futura de seiscentos anos. Hoje parece praticamente possível que esse horror se abata sobre nós dentro de um século”.

A leitura de Admirável Mundo Novo me impactou mais do que 1984, outro clássico do gênero, assinado por George Orwell. Aldous Huxley descreve um “mundo perfeito”, absolutamente condicionado, dominado pela propaganda do Estado, com pessoas irremediavelmente felizes, como nas fotos que vemos atualmente nas redes sociais, e com os – poucos – opositores perseguidos e exterminados.

O livro, lançado no Brasil em 1941, é um manifesto pela humanidade, mas, também um alerta e uma denúncia contra tempos sombrios que se avizinhavam. Uma distopia que a atualidade parece querer transmutar em realidade. 


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