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8.12.17

Greve de fome contra a reforma da Previdência

Frei Sergio Görgen, Leila Denise Meurer e Josi Costa


Os militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), frei Sergio Görgen, Leila Denise Meurer e Josi Costa, iniciaram uma greve de fome contra a Reforma da Previdência, na manhã da terça-feira, 5, na Câmara dos Deputados. Ao final daquele dia, decidiram dar continuidade ao protesto na sede da Federação Nacional do Jornalistas (Fenaj), em Brasília.
Eles deixaram a Câmara dos Deputados devido ao local não oferecer condições adequadas de permanência. “Como não sabemos quantos dias a greve vai durar, precisamos de descanso, sossego e economia de energia. E lá é muito agitado. Além não ter local para tomarmos banho. Além disso, o regimento da casa não permitia que usássemos os banheiros públicos depois do horário de expediente”, explicou Görgen.
Com o gesto, os militantes do MPA querem pressionar e sensibilizar os deputados a votarem contra a reforma da Previdência, que, caso seja aprovada, deve acabar com a aposentadoria dos trabalhadores, principalmente os do campo.
Novas adesões
Segundo o MPA, a proposta é a greve durar até o dia 18, data marcada pela Câmara para a votação da reforma. "A partir de segunda-feira outros companheiros irão se somar nesta greve e a perspectiva é que o MST e outros movimentos se juntem realizando greves de fome nas assembleias estaduais pelo país afora. Estamos em greve de fome para que o Brasil não passe fome", declarou ao blog um integrante do MPA.
(com informações da Fenaj)

31.10.17

RESPEITA AS MINA


Fui assistir ao jogo do Palmeiras x Cruzeiro (30.out.2017) em um bar nas imediações do Allianz Parque (que continuo a chamar de Parque Antártica). É sempre uma experiência divertida e interessante quando não acaba em confusão (coisa que nunca presenciei ali).

Jogo nervoso, Cruzeiro à frente desde o início da partida por conta de um gol contra de Juninho, tensão na torcida que assistia pelo telão do bar. Xingamentos, muitos xingamentos, a cada passe mal dado, a cada roubada de bola do adversário, a cada lance. 

Xingava-se juiz, jogadores do time adversário, do próprio time, técnicos, até que do meio da pequena multidão que ocupava uma faixa da rua veio o grito - endereçado a um jogador do Cruzeiro, que obviamente não ouviria: "Eu já comi a vagabunda da sua irmã". Ao mesmo tempo, outra voz anônima, masculina, retrucou: "Respeita as mina". 

Por uma fração de segundo se fez silêncio. O "comedor" de irmãs de cruzeirense nada disse, ninguém vaiou, ninguém saiu em sua defesa, os olhos continuaram fixos na tela até explodir de alegria com o gol de empate do palestra verde.

Até o final da partida muitos outros palavrões foram ouvidos, muitos "tomar no cu", "caralho", "lixo", mas nenhum mais diretamente ofensivo à condição feminina.

Xingar pode, mas respeita as mina.  

26.10.17

Relatório da CPI afirma que Previdência não é deficitária



Senadores Hélio José (PROS-DF) e Paulo Paim (PT-RS), relator e presidente
a CPI da Previdência  
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência aprovou na quarta-feira, 25, o relatório do senador Hélio José (PROS-DF), que mostra que a Previdência não é deficitária, mas sofre um problema de gestão. “São absolutamente imprecisos, inconsistentes e alarmistas os argumentos reunidos pelo governo federal sobre a contabilidade da Previdência Social, cujo objetivo é a aprovação da PEC 287” (reforma da Previdência), afirmou o senador no dia 23, ao apresentar o resultado de seu relatório. O relatório foi aprovado por unanimidade na CPI, após um acordo para a retirada do pedido de indiciamento dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Eliseu Padilha (Casa Civil). “Esta é a casa do bom acordo”, definiu o senador Hélio José.


Reforma de FHC
O relatório da CPI parte de uma análise histórica da seguridade no país e atribui a gênese dos problemas à reforma imposta no governo Fernando Henrique (1995-2002). As pesquisadoras Rosa Maria Marques, Mariana Batich e Áquilas Mendes analisam em sua tese sobre a Previdência que 
“Embora o poder Executivo tivesse colocado em discussão a reforma da previdência já nos primeiros anos de 1990, mal tinham sido decretadas as leis 8.212 e 8.213, que regulamentavam o custeio e os benefícios previdenciários, segundo as determinações da Constituição de 1988, somente em 1995 tomou as providências para mudar os dispositivos constitucionais que permitiriam as mudanças que considerava necessárias. Assim em março de 1995, [FHC] apresentou ao Congresso Nacional a proposta de emenda constitucional conhecida como PEC 33. As discussões a respeito ficaram em pauta até julho de 1996. Devido às repercussões negativas que suscitou em relação alguns aspectos da proposta, sofreu reformulações, sendo reapresentada em 1997. No dia 15 de dezembro de 1998, finalmente foi aprovada a Emenda Constitucional n º 20”.
Para o relator da CPI, o governo FHC “atingiu de morte a visão sistêmica e integrada da seguridade” ao retirar a compensação financeira entre a Saúde, a Previdência e a Assistência Social (três campos que compõem o sistema de seguridade no país). “Tal autonomia provocou o desmembramento das áreas em detrimento de uma ação coordenada e sistêmica”, afirma o relatório.

A criação da DRU (Desvinculação de Receitas da União), também no governo FHC, é apontada pelo relatório como mais um fator de desestabilização da Previdência Social. “Uma parcela significativa dos recursos destinados ao financiamento da Previdência foi redirecionada. Segundo cálculos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip), entre 2005 e 2014 um montante da ordem de R$ 500 bilhões foi retirado da Previdência via DRU”, diz o relatório.

Instalada no final de abril, a CPI realizou 26 audiências públicas, ouviu mais de 140 pessoas e teve como presidente o senador Paulo Paim (PT-RS). A assessoria do senador informou que deseja acelerar a tramitação do relatório nas comissões e no plenário do Senado para que ele seja apreciado antes que a Câmara analise a proposta de reforma da Previdência proposta pelo governo, cujo objetivo final é transferir recursos da Previdência pública para os sistemas privados de seguridade oferecidos por instituições financeiras.  

17.10.17

Enquanto aumenta o valor do gás, governo abre mão de R$ 1 trilhão em incentivos fiscais





O governo anunciou no dia 10.out.2017 novo aumento do valor do gás de cozinha. Está é a quarta alta em dois meses, o que fez o valor    do botijão atingir uma alta acumulada de 44,8% (em dois meses!).

Enquanto as panelas que batiam em protesto ao governo anterior vão ao forno com esse expressivo aumento, está para ser votado no Congresso a Medida Provisória 795/2017, editada em setembro e que garante incentivos fiscais para a exploração do petróleo – uma renúncia fiscal calculada em R$ 1 trilhão de reais conforme estudos da Consultoria Legislativa da Câmara. 

A MP 795 seguiu tramitação em tempo recorde em uma Comissão Mista presidida por José Serra, conhecido defensor dos interesses das petrolíferas estrangeiras. Após a rápida tramitação, Serra renunciou à presidência da Comissão no início de outubro. O relator é o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ). A intenção do governo é aprovar a MP até o dia 27 deste mês, quando a ANP (Agência Nacional de Petróleo) realizará a segunda rodada de leilões nas áreas do pré-sal. 

Pelas regras da medida provisória, a participação do Brasil em cada barril – na prática, a porcentagem que o país recebe de cada um deles – passará de 59,7% para 40%, uma das mais baixas do mundo.

O estudo da Consultoria Legislativa compara a participação estatal em vários países (veja reprodução ao lado) mostrando a posição do Brasil como uma das mais baixas do mundo, atrás da Líbia, Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, Canadá e Venezuela, entre outros.    

O Congresso abriu consulta pública sobre a MP. Para participar acesse o link http://www.congressonacional.leg.br/materias/medidas-provisorias/-/mpv/130444.

11.10.17

O pior Chê de todos os tempos


Dia 9 de outubro completou 50 anos da morte do revolucionário Ernesto Chê Guevara. Argentino de nascimento, cidadão do mundo, comandante da revolução cubana, Chê foi assassinado na Bolívia quando tentava organizar a guerrilha naquele país.

Seu nome, seus ideais e sua estampa se tornaram símbolos mundiais de gerações que lutam por liberdade e utopia.

Entretanto, em 1969, dois anos após a sua morte, eis que Hollywood decide produzir um filme sobre a “vida” de Chê Guevara. Por “Hollywood” entenda-se a CIA. A revolução cubana completava dez anos, se fortalecia apesar de todo o boicote mundial (exceto da União Soviética e aliados), e representava uma ameaça direta aos projetos de controle dos EUA sobre o restante das Américas.

Ao mesmo tempo, a morte de Chê Guevara o elevara à condição de mito e herói mais do tivera em vida. Morto o homem, o império precisava matar o mito e tentou fazê-lo da forma que havia aprendido com Joseph Goebbels, ideólogo do nazismo que “ensinou” que uma mentira repetida mil vezes vira verdade.

O maior erro da carreira de Omar Sharif. Segundo ele próprio
Um vigoroso orçamento (para a época) de US$ 3 milhões, um elenco com atores de primeira, como o egípcio Omar Sharif (Chê) e Jack Palance (Fidel), e direção de Richard Fleischer, veterano diretor que um ano antes havia dirigido The Boston Strangler (O homem que odiava as mulheres), foram convocados para produzir a película “Chê!” (que no Brasil ainda ganhou o péssimo complemento de “a causa perdida”).

Jack Palance é um Fidel patético
Para tentar dar maior veracidade ao enredo, a narrativa mescla a forma de documentário com ficção. Na película, um patético Fidel Castro, eternamente de charuto na boca, que não sabe bem o que está fazendo no filme, na revolução e na vida, e um Chê Guevara frio e assassino, que coloca seu sadismo e descaso pela humanidade a serviço de seus interesses revolucionários. Não faltam mortes desnecessárias (para a revolução), hordas de “simples cubanos” sendo enviados para o paredão (fuzilamento) por ordem de Chê (enquanto Fidel, sempre de charuto na boca, está embriagado pelo poder), estupros e “depoimentos verídicos” de cubanos que afirmam odiar Chê e todo seu legado.   

E assim se desenrola o filme criando uma caricatura do comande Chê até culminar na grotesca última cena em que ele é capturado e antes de ser executado recebe a visita de um camponês boliviano, que diz que a vida só piorou depois que o comandante quis exportar sua revolução para o continente. Abatido, Chê aceita sua sentença como prova de seu fracasso mundial. Nada mais ridículo.
Cena em que Chê assina autorizações para fuzilamento
em massa sob olhares consternados da igreja e populares

Antes de o filme estrear, em 1969, Omar Sharif concedeu várias entrevistas afirmando que admirava Ernesto Guevara (sem concordar, necessariamente com seus métodos). Uma delas pode ser acessada aqui (em inlgês).

A recepção do público, no entanto, fez Sharif ter a exata dimensão da roubada em que havia embarcado. Em Paris, uma sala de cinema chegou a ser depredada e incendiada após a exibição do filme.


Em 2007, Omar Sharif admitiu publicamente que aquele foi o pior filme de sua vida e que toda a história e o roteiro foram manipulados pela agência estadunidense de inteligência. "Eu exigi fazer um filme que não tivesse um tom fascista", lembra Sharif, em entrevista à Agência Efe. A CIA estava por trás, queria fazer um filme que agradasse aos cubanos de Miami e eu só me dei conta disso no final", afirmou que ator que classificou o filme como um “produto fascista”. 

21.9.17

Biblioteca Mario de Andrade promove aulas preparatórias para vestibular





Em setembro e outubro, a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, traz um ciclo de palestras gratuito sobre os livros da FUVEST, trazendo alguns dos mais importantes professores e especialistas em literatura brasileira, o ciclo Vestibular na Mário busca complementar a formação dos alunos na área, ao mesmo tempo em que visa estimular o interesse pelos livros e pela literatura.
Nesta sexta-feira (22.set.2017) o professor Helder Garmes fala sobre o livro "A cidade e as serras", de Eça de Queiroz. O site da Editora Limiar disponibiliza gratuitamente o download do livro.



Helder Garmes possui graduação em Linguística e em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (1983, 1985), mestrado em Teoria e História Literária pela mesma universidade (1993), doutorado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (1999), tendo realizado estágios pós-doutorais na École des Hautes Études en Sciences Sociales (2005), no College of Humanities da Ohio State University (2009) e na University of Leeds (2016). Atualmente é professor livre-docente da Universidade de São Paulo, atuando especialmente nas áreas de literatura portuguesa, estudos comparados de literaturas de língua portuguesa e história da literatura.

A palestra acontece às 19h e terá transmissão ao vivo pela página da Biblioteca no facebook. Para quem deseja assistir presencialmente, as senhas serão distribuídas uma hora antes do evento.

19.9.17

O cruel universo feminino de Silvio Piresh





Silvio Piresh se define como um publicitário nos dias úteis e um escritor nos dias inúteis. E dessa "inutilidade" nascem obras fortes, profundas, plenas de lirismo e crueldade, provavelmente à semelhança da alma humana, que ele desfia em palavras e personagens - a maioria femininas - que transitam entre extremos: um Cristo que renasce como mulher no machista Vaticano; a mulher traída que perfaz o caminho da Santiago de Compostela ao contrário e vê transmutar sua bondade inodora em ácida crueldade; a mulher borboleta, que tece seu casulo com o veneno da vingança. 

Esse universo pictório de Silvio Piresh ganha um novo capítulo, ou melhor, outro poderoso romance: Fausta! No blog dedicado ao livro e à sua obra, o autor apresenta a sinopse do livro. 
A mãe de Fausta, grávida de sete meses, deixa o país para ser mais uma exilada na Alemanha. Na viagem, frágil e desesperada, faz um trato com Mefistófeles até para garantir o futuro da filha. Por infausta coincidência, este é o ano que Fausta completa 18 anos, volta ao país e começa a não envelhecer mais. No aeroporto, Mefistófeles é o próprio Cristo de braços abertos para receber Fausta. Ou mais um infeliz: ele cai em tentação por Fausta, que não quer saber de Mefistófeles. Ela ainda acredita no amor antes de virar moeda e alma de troca. Mas ele não desiste: a cada dia o criador faz uma nova tentativa para seduzir sua fausta criatura.  

O livro será lançado no dia 27 de setembro (2017) na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509).
No site da Limiar você pode encontrar três outros títulos do autor: O Cristo Rosa, O descaminho de Santiago e Os sete erros de Hölderlin. Vale conferir 

 

1.9.17

Conheça o catálogo de títulos da Limiar



Se você ainda não conhece os títulos da Limiar, confira o catálogo da Editora, disponível pelo Issuu ou por PDF

Os livros são apresentados nas seguintes categorias:

- Literatura
- Jornalismo
- Estudos literários
- Romance policial
- Poesia
- Sociedade

Adquirindo pelo site da Limiar você tem frete grátis para todo o país.

Conheça, também, a biblioteca virtual da Limiar, projeto que disponibiliza livros grátis para download.

4.8.17

Livro HAMBRE DEL ALMA em promoção




Promoção válida até o dia 31 de agosto de 2017 exclusivamente para compras pelo site da Editora Limiar 

A fome da alma é algo que muitas mulheres (e homens) sentem. A partir da análise das obras de escritoras como Virgínia Wolf, Laura Esquivel e Nélida Piñon, a autora reflete como as mulheres desenvolvem suas vivências e experiências sensoriais nos ambientes da "comida", do alimento não apenas do corpo, mas, principalmente, da alma.
Hambre del Alma fala de como escritoras saciaram esta fome da alma por meio da escrita, da culinária e da arte. A narrativa é uma cura, e os cadernos de receitas muitas vezes trazem diários embutidos neles, observações e frases, sentindo o sabor na boca. 

Carla Cristina Garcia é mestre e doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde é professora e pesquisadora, e pós-doutora pelo Instituto José Maria Mora, no México. Desde a graduação se dedica a temas relacionados ao universo feminino e à pesquisa de gênero.





Aperitivo : Leia aqui um trecho do livro

28.7.17

CARTA DE REPÚDIO - CONTRA O BOICOTE AO PMLLLB-SP




Nós, representantes da sociedade civil no Conselho do PMLLLB (Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas), representantes de movimentos sociais e culturais, instituições, coletivos e demais profissionais abaixo assinados, vimos por meio desta expressar repúdio ao Prefeito João Dória, ao Secretário de Cultura André Sturm e à coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas pelo desrespeito à lei nº 16.333 que institui o PMLLLB, sancionada em 18 de dezembro de 2015 após aprovação por unanimidade na Câmara e uma longa trajetória de construção pela sociedade civil com a realização de mais de 40 escutas públicas para levantamento e debate de propostas.
No dia 21 de julho de 2017, foi publicado no diário oficial, o decreto nº 57.792, alterando normativas e revogando expressamente o decreto Nº 57.233, que regulamenta as atribuições do Conselho, de seus representantes, sua forma de composição e periodicidade de reuniões e de atividades. 

27.7.17

DECRETO DE DÓRIA ACABA COM ESCOLHA DIRETA PARA O PMLLLB

Decreto acaba com eleição para escolha dos representantes da sociedade civil.
Quem irá escolher, agora, é o secretário que gosta de quebrar a cara de ativista cultural 

Por meio de um decreto (57.792publicado dia 22 no Diário Oficial do município, o prefeito paulistano João Dória acaba com a eleição direta para a escolha dos dos membros do conselho  do Plano Municipal de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLLB/SP). O decreto editado por Dória, revoga outro decreto, editado em 2016, pelo então prefeito Fernando Haddad, segundo o qual os representantes da sociedade civil deveriam ser eleitos diretamente dentre cidadãos residentes no município de São Paulo que atuam nas áreas do livro, leitura, literatura e biblioteca. Por este regulamento, a eleição dos representantes da sociedade civil seria conduzida por Comissão Eleitoral, que elaboraria o regulamento para a realização do processo eleitoral.

18.7.17

Hemingway, Guimarães Rosa e a primeira ficção em língua portuguesa na biblioteca virtual da Limiar





O projeto Biblioteca Virtual do site da Limiar de disponibilizar livros grátis, em PDF e E-PUB ganhou novos títulos esta semana.
A história alegre de Portugal, obra de 1880, narra de maneira descontraída e didática as origens de Portugal. Conhecer a história desse país é fundamental para entender a história do próprio Brasil.


Também de Portugal vem a impagável novela, O Mundo no ano 3.000. Escrita em 1895, adaptada do romance “Le Monde tel qu’il Sera” (1846) do escritor francês Émile Souvestre, é considerada a primeira obra de ficção científica em língua portuguesa. 
Vale lembrar que Julio Verne, considerado o inventor do gênero "ficção científica" na literatura, publicou seu primeiro grande romance "Cinco semanas em um balão", em 1862, dezesseis anos depois de Le Monde tel qu'il Sera.

A biblioteca virtual da Limiar traz, ainda, contos de Ernest Hemingway, Italo Calvino e Guimarães Rosa. 

Vale conferir.       

O objetivo da Limiar é compartilhar cultura, sem qualquer interesse comercial ou intenção de ferir a lei de direitos autorais. Caso algum título esteja protegido por direitos autorais, comunique à Editora, que providenciará a retirada do catálogo. 

10.7.17

Quatro novos títulos na biblioteca virtual da Limiar






A Limiar disponibiliza mais quatro títulos para download gratuito. Esta semana, a biblioteca virtual ganhou títulos de Dostoiévski, Machado de Assis, e Henry James.


A editora ressalta que não há qualquer interesse comercial na divulgação desses textos, todos os textos encontram-se disponíveis em sites espalhados pela rede. O objetivo da Editora é promover literatura de qualidade que se encontram em domínio público, mas incentiva o leitor a comprar o livro físico e ter em sua estande, essa é uma experiência que a virtualidade não supera.

Confira os novos títulos

Um pequeno herói
de Fiódor Dostoiévski
Ano de lançamento: 1849

Redigida entre julho e dezembro de 1849, quando o autor se encontrava no cárcere da Fortaleza de Pedro e Paulo, em Petersburgo, à espera da sentença que o desterraria para a Sibéria, a novela ‘Um Pequeno Herói’ nada revela das terríveis condições em que foi escrita. Nessas páginas, em contraste com a experiência sinistra da prisão, Dostoiévski criou uma obra luminosa e delicada, que revela sua capacidade sem paralelos de entrar na alma de um personagem e lançar luz sobre os processos que se passam justo aquém da consciência. O cenário é uma propriedade no campo, durante uma temporada de verão, onde se encenam os jogos de entretenimento da rica sociedade russa.


A arte do romance
de Henry James
Ano de lançamento: 1909
Reflexão sobre o futuro do romance, os prefácios de Henri James para a edição de Nova York (1907-09) - que reuniu grande parte de sua ficção - compõem uma referência indispensável ao estudioso da literatura e da narrativa em suas múltiplas formas.
Na edição em português, o crítico literário Marcelo Pen analisa a técnica de escrever um romance, mais especificamente o processo de criação de Henry James, por meio dos prefácios de sua autoria. Nesses textos, James relata seus impasses, além de narrar a história da própria história. 




Os quatro encontros
de Henry James
Os três contos apresentados neste livro representam épocas diferentes do trabalho de Henry James, no entanto, é possível detectar neles as preocupações que atravessaram toda a obra do autor. E é com surpresa e interesse que penetramos no mundo dos sentimentos e emoções das personagens, nas histórias que mostram os estranhos caminhos que levam as pessoas a grandes perigos e a uma luta desigual entre presente e passado, entre moral e verdade.






O Alienista
De Machado de Assis
Ano de lançamento: 1882
Célebre obra literária de Machado de Assis. Muitos o Consideram um conto, mas a maioria dos críticos e especialistas o consideram uma novela por causa da sua estrutura narrativa.
Publicado em 1882, quando aparece incorporado ao volume Papéis Avulsos, havia sido publicado previamente em A Estação (Rio de Janeiro), de 15 de outubro de 1881 a 15 de março de 1882.
A história fala sobre o Dr. Bacamarte, que era convencido de que é ótimo, que se casa com sua mulher, porque esta teria características mentais e físicas para conceber-lhe um filho, o que não ocorre e por isso ele se aprofunda nos estudos, que naquela época eram pouco explorados, a loucura. Assim cria a Casa Verde, uma espécie de manicômio.

4.7.17

Editora Limiar disponibiliza livros grátis da literatura mundial


Com o objetivo de promover ainda mais o gosto pela leitura - de qualidade - a Editora Limiar passa a disponibilizar títulos escolhidos pela sua importância para a literatura, sua originalidade e qualidade. São obras de domínio público, de autores consagrados, mas podem ser, também, de outros pouco conhecidos do grande público, o qual convidamos para explorar e saborear suas histórias.   

Os livros podem ser lidos em qualquer leitor de e-pub. Para quem ainda não tem nenhum instalado, o site da Limiar deixa a sugestão de um leitor grátis que pode ser instalado no desktop ou dispositivo móvel.

Ressaltamos que não há qualquer interesse comercial por parte da Limiar na divulgação desses textos, bem como do leitor de e-book.