26.6.20

Há 140 anos, Brasil instituía o cartão-postal


Cartão-postal de Theodore Hook, de 1840


Há muita controvérsia sobre a origem desse simpático objeto de lembrança 


Em 28 de abril de 1880, ou seja, há 140 anos, o Brasil instituía o cartão-postal, por meio do Decreto n. 7695, proposto pelo então Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Manuel Buarque de Macedo. 

Não há consenso sobre sua origem. A Enciclopédia Itau Cultural afirma que  "as origens do cartão-postal remontam ao século X, com os cartões de felicitações enviados pelos chineses. No ocidente, esse costume difundiu-se a partir da década de 1450, na região do Alto Reno. O cartão-postal, tal como o conhecemos hoje, foi inventado pelo prof. Emmanuel Hermann e lançado em 1º de outubro de 1869 na Áustria, sendo reservado apenas às mensagens escritas".

Cartão-postal do psiquiatra e antropólogo Fernando Gonçalves a
Arthur Ramos com imagem do Rio Capibaribe em Recife, PE (1941)
Em outra versão, citada pela Biblioteca Nacional, a partir do Wikipedia, "o inventor pode ter sido o norte-americano H. L. Lipman que, junto com J. P. Charlton, patenteou o chamado Lipman’s Postal Card, em 1862. Outra versão sugere que o diretor dos Correios da Confederação da Alemanha do Norte, Heinrich Von Stephan, teria lançado a ideia na Conferência Postal Germano-austríaca, em 1865. Ainda outra diz que o professor de Economia Política no Império Austro- húngaro, Emmanuel Hermann, teria proposto a adoção dos postais pelo seu baixo custo e simplicidade, em 1869.

Já o site da revista Super Interessante, em matéria de 4 de julho de 2018, afirma que "o mais antigo cartão-postal de que se tem notícia foi enviado em 1840 pelo escritor londrino Theodore Hook para… Ele mesmo! Hook gostava de pegar peças e decidiu fazer uma pegadinha com os carteiros. O item foi leiloado em março de 2002 por £31,750, mais de 122 mil reais. Até sua descoberta, em 2001, discutia-se se os cartões-postais haviam sido inventados na Alemanha, Áustria ou nos Estados Unido por volta de 1860". 

Como se percebe, sobre esse simples objeto, em forma retangular, com uma imagem (foto ou ilustração) de um lado, e espaço para uma mensagem no verso, criado para baixar o custo do envio (por não precisar de envelope), há muita controvérsia. 

Ainda segundo a Biblioteca Nacional, no Brasil, os primeiros cartões-postais eram de monopólio oficial e já vinham com o selo. Com o passar dos anos foi dada a autorização para a impressão dos postais pela indústria e a circulação pelos Correios após serem selados.

Nesses tempos virtuais, o cartão-postal parece destinado a se tornar objeto de museu, mas ainda é muito legal receber um enviado por amigo/a, parente, escrito com a própria letra, escolhido "ad hoc" para você.  




31.5.20

Em live, autora debate fantasia, design e incentivo à leitura



No dia 12 de maio, Michaella Pivetti, autora do livro A fantasia, o design e a literatura para a infância (Ed.Limiar), participou de uma live promovida pelo projeto Myra, quando debateu temas de seu livro, associado à experiência de leitura. O debate foi mediado por Cristiane Tavares e contou com a participação, além de Michaella, da também designer Rita Costa Aguiar. 

O Programa Myra - Juntos pela Leitura, é patrocinado pela Fundação SM e promove encontros de leitura, em que um voluntário lê com uma criança, estabelecendo uma relação de um para um, e construindo diversos diálogos entre o texto, outros livros e vivências. Além de sediar estes encontros, a escola identifica os estudantes que vão participar e articula os diversos agentes da comunidade escolar em torno do programa. 

Michaella abordou temas tratados em seu livro e como eles podem servir para o letramento visual e o incentivo à leitura de livros para a infância, tanto para alunos como professores. A autora é voluntária no projeto Myra. 

Clique aqui para conhecer a íntegra do debate 

22.5.20

Concurso Diadesol completa 10 anos com revista comemorativa

Com edição da Limiar, revista apresenta desenhos vencedores no Concurso desde 2010



O Dia Interamericano de Limpeza e Cidadania, também conhecido como DIADESOL (Dia de los Desechos Sólidos, em espanhol), foi idealizado para desenvolver atividades que despertem a consciência da sociedade sobre as questões relativas aos resíduos sólidos.

No Brasil, as atividades do DIADESOL fazem parte do calendário anual da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Seção São Paulo ((ABES-SP), desde 2006.

A partir de 2010, a ABES-SP passou a realizar o concurso de desenho infantil como forma de divulgar o Diadesol entre crianças e jovens. “Procuramos envolver as escolas e pais de todas as regiões do Brasil nesse concurso para promover, de maneira lúdica, a conscientização das crianças para a necessidade da conservação ambiental”, explica a engenheira sanitária Roseane Garcia Lopes de Souza, uma das coordenadoras do projeto.

Para comemorar os 10 anos do concurso, a ABES-SP lançou em maio de 2020, uma revista com os desenhos de todos os finalistas de 2010 a 2019. São 37 desenhos, selecionados entre milhares que foram enviados, com o envolvimento de 282 instituições de ensino. “Nos sentimos muito gratificados com o alcance que o concurso atingiu nesses dez anos”, comenta Roseane.


Diadesol 2020
Devido à pandemia de covid-19, o concurso deste ano foi suspenso. Na impossibilidade de sua realização, o lançamento da revista, que já estava em elaboração desde o ano passado, se torna o evento oficial do Diadesol 2020. “É uma pena não podermos realizar o concurso, mas a revista acabou sendo produzida no momento oportuno. É uma boa coincidência”, afirma Elisangela Cavalcante Sobral, uma das idealizadoras da publicação. A edição da publicação é do jornalista Norian Segatto e a produção gráfica ficou a cargo da Editora Limiar, parceira do projeto desde 2013.


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7.4.20

Dica de livro: O ÚLTIMO HOMEM






Mary Shelley é mundialmente conhecida pelo seu livro Frankenstein, o moderno Prometeu, escrito em 1818, quando a autora tinha apenas 18 anos, mas O último homem, produzido oito anos depois, também é uma obra imperdível. O livro foi escrito sob o impacto da morte do marido de Mary Shelley, o poeta Percy Shelley, em uma acidente de barco. A autora, que já enfrentara a morte de três de seus quatro filhos viu seu mundo desabar.


Ambientado no final do século 21, a humanidade praticamente desapareceu após uma misteriosa epidemia, restou Lionel Verney, o último homem sobre a Terra, testemunha do ocaso da raça humana.

A partir de uma praga, o planeta se vê envolvido em uma guerra de proporções mundiais. Cidades desertas se transformam em selvas por onde emergem seitas messiânicas que incitam a violência entre os membros da população. Apenas Varney consegue sobreviver à enfermidade que se manifesta em forma de forte febre.

Se tal descrição te faz lembrar as duas guerras mundiais, as epidemias e o atual cenário mundial castigado pela pandemia de covid19, você está no caminho certo.
  
Não encare o livro apenas como uma obra de ficção científica, mas, assim como em Frankenstein, mais uma profunda reflexão sobre os limites da natureza humana. 


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1.4.20

Livros com até 50% de desconto



A Editora Limiar apóia as medidas de isolamento social para combater a propagação do coronavírus19. Segundo os especialistas, o mês de abril deve registrar aumento significativo de casos da doença. A irresponsabilidade do governo federal, incentivando as pessoas a descumprirem a quarentena, só agrava essa situação.
Para colaborar neste momento, reduzimos os preços de diversos livros para incentivar a leitura e estamos disponibilizando dezenas de títulos para leitura grátis .


Precauções
1) Todos nossos livros são higienizados antes de serem enviados aos compradores, mas sugerimos que você utilize luvas para receber a encomenda, passe um pano com álcool na embalagem antes de abrir, descarte a embalagem em local seguro (saco de lixo para materiais recicláveis).
2) Evite o contato direto com o carteiro ou entregador. Se morar em apartamento peça para o pacote ser deixado na portaria, se morar em casa, reserve um lugar para o pacote ser deixado e você possa retirar. 

Neste momento, eventuais atrasos na entrega poderão ocorrer, pois estamos encaminhando os livros para os correios apenas uma vez por semana para evitar deslocamentos e contatos. Pedimos sua compreensão e solicitamos que nos mantenha informado caso haja um atraso excessivo na entrega.

LIVROS COM DESCONTO ESPECIAL
A estrela do abismo | de R$ 36,00 por R$ 20,00
Em dúbio papel | de R$ 25,00 por R$ 15,00
Um ponto entre dois | de R$ 25,00 por R$ 15,00
Palavra de caipira | de 35,00 por R$ 20,00
Jornalismo ainda é cultura | de R$ 43,00 por R$ 22,00
Doutor pedreiro | de R$ 35,00 por R$ 20,00
Palestina - um olhar além da ocupação | de R$ 35,00 por R$ 20,00
Telejornalismo na prática | de R$ 33,00 por R$ 20,00
O mistério do obelisco | de R$ 30,00 por R$ 18,00
À escuta de Clarice Lispector | de R$ 32,00 por R$ 20,00
A noite da soprano | de R$ 34,00 por R$ 20,00
Ponto eletrônico | de R$ 26,50 por R$ 18,00
Árvore de causas | de R$ 45,00 por R$ 25,00
Hambre del alma | de R$ 32,00 por R$ 20,00
O texto sentido | R$ 26,00 por R$ 18,00
Crônica de uma ilha vaga | de R$ 25,00 x R$ 18,00
Línguas de fogo | de R$ 42,00 por R$ 25,00
Alô alô, Amazônia - a linguagem do rádio | de R$ 25,00 por R$ 18,00

Conheça nosso catálogo 

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26.3.20

Dica do dia: BLECAUTE, de Marcelo Rubens Paiva





No embalo do extraordinário sucesso de Feliz ano velho (1982), Marcelo Rubens Paiva lançou, quatro anos depois, Blecaute (1986, primeira edição pela Brasiliense), romance ficcional no qual parecia querer fugir do estigma de ser autor de um livro autobiográfico - e só. Blecaute ainda carrega forte dose de adolescência, é uma obra despretensiosa do ponto de vista literário, mas simpática de ser lida.   

Na história, Rindu, o narrador, e dois amigos, resolvem fazer uma expedição às cavernas do Vale do Ribeira. Para o infortúnio do pequeno grupo, ou não, os jovens ficam presos nas cavernas por três dias, por conta de uma tempestade. Quando conseguem sair, todas as pessoas do planeta haviam se transformado em estátuas. Encontram uma São Paulo absolutamente deserta, são os únicos sobreviventes de um fenômeno inexplicável. As descobertas, os medos, conflitos e luta pela sobrevivência vão se tornar o cotidiano dos personagens.

Inspirado, segundo o próprio autor, no seriado de televisão estadunidense Twilight Zone (Além da imaginação, na versão brasileira), Blecaute serve como inspiradora reflexão para esses dias de isolamento e cidades desertas.

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24.3.20

Admirável mundo novo






Estamos no ano 2540, ou 632 DF (Depois de Ford), um mundo onde a o modelo norte-americano atingiu seu grau máximo, a história parece esbarrar em sua última fronteira, tudo é padronizado, de seres humanos (gerados cientificamente) à economia, à obrigatoriedade da felicidade oferecida pela tecnologia. A identidade e personalidade são moldadas pelo Estado por meio de hipnopedia, hipnose auditiva durante o sono, “a maior força socializante e moralizante de todos os tempos”. Desde seu nascimento, o ser humano é educado em “centros de condicionamento do Estado”. A sociedade é dividida em castas e cada pessoa assume um papel de acordo com suas habilidades (ou meritocracia, para usar um termo atual).

Escrito por Aldous Huxley (1894-1963) em 1931 e publicado no ano seguinte, Admirável Mundo Novo é a consagração do pesadelo tecnológico a serviço de um Estado totalitário. A obra de Huxley se apropria de seu tempo, dos avanços científicos que a humanidade experimentava, ou almejava (como a clonagem humana, tema de recorrente na ficção da época, e teorias comportamentais como as desenvolvidas por John B. Watson), da derrocada da economia do planeta, ocasionada pela crise mundial de 1929 e o avanço do fascismo e do nazismo.

A distopia de Huxley se passa seis séculos no futuro, mas fica clara a urgência de sua denúncia. O próprio autor escreveu, em 1947: “parece que a utopia está mais próxima de nós do que se poderia imaginar há quinze anos. Nessa época coloquei-a à distância futura de seiscentos anos. Hoje parece praticamente possível que esse horror se abata sobre nós dentro de um século”.

A leitura de Admirável Mundo Novo me impactou mais do que 1984, outro clássico do gênero, assinado por George Orwell. Aldous Huxley descreve um “mundo perfeito”, absolutamente condicionado, dominado pela propaganda do Estado, com pessoas irremediavelmente felizes, como nas fotos que vemos atualmente nas redes sociais, e com os – poucos – opositores perseguidos e exterminados.

O livro, lançado no Brasil em 1941, é um manifesto pela humanidade, mas, também um alerta e uma denúncia contra tempos sombrios que se avizinhavam. Uma distopia que a atualidade parece querer transmutar em realidade. 


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22.3.20

NÃO VERÁS PAÍS NENHUM





Não verás país nenhum

Autor: Ignácio de Loyola Brandão
Ano de lançamento: 1981
Gênero: romance


Escrito em 1981, ainda sob o regime militar brasileiro, esta obra surpreendente conta acompanha a vida de Souza, ex-professor de História, que sobrevive como funcionário público, em um futuro distópico, em uma São 

Paulo dominada por lixo, gangues, burocratas e militares e milícias, os "civiltares".
Além da ditadura política que não terminou neste futuro incerto, o país convive com a degradação ambiental, a Amazônia virou um deserto, racionamento de água, calor insuportável, alimentos artificiais e manufaturados, ausência quase total de vida animal e vegetal, nascimento de crianças deformadas e mutantes.

Para tentar "contornar" problemas, como o do calor intenso, o governo constrói uma enorme marquise (que dá para ser vista da Lua) para abrigar do Sol as milhões de pessoas presas nesse pesadelo.
NÃO VERÁS PAÍS NENHUM é uma obra-prima de como o futuro poderia ser caótico. Quarenta anos após sua publicação, com nossas florestas queimando, nosso território e riquezas sendo entregues diariamente, um governo autoritário apoiado por milícias paramilitares, vemos que Loyola Brandão não narrou um pesadelo ficcional, mas uma quase premonição.   

Li o livro em 1982 e ainda me marca o sentimento que ficou ao término da leitura: um misto de desencanto com a humanidade, a certeza de que essa distopia poderia tornar-se realidade e o sonho de não chegar a ver esse país nenhum narrado por Loyola. E aqui estamos, em meio a uma pandemia, com esse governo, esse capitalismo. O pesadelo quase se tornando realidade. 

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20.3.20

MISS CORAÇÕES SOLITÁRIOS




Dica de livro para hoje: 

MISS CORAÇÕES SOLITÁRIOS, da Nathanael West. Escrito em 1933, ou seja, ainda sob os efeitos da depressão de 1929 e às portas da eclosão da Segunda Guerra Mundial, o livro conta a história de um homem, sem nome, que passa a dar conselhos para leitores de jornais, ávidos por alguma palavra de esperança. Nem ele leva a coisa a sério a princípio, mas, aos poucos, vai questionando seus valores morais, sua própria infelicidade, existência e os caminhos de uma humanidade à deriva no início dos anos 30.

Camadas de incertezas se acumulam nesse romance ácido, às vezes irônico, mas profundamente depressivo e envolvente.


Este livro não está disponível no site da Limiar, mas se você quiser baixar grátis algumas grandes obras da literatura mundial, clique aqui

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Confira um trecho do livro:

“Vamos ver se você entende. Vamos começar do princípio. Um sujeito é contratado para dar conselhos aos leitores de um consultório sentimental. É um negócio só para aumentar as vendas do jornal, e todo mundo da redação leva a coluna na brincadeira. O sujeito acha que é um bom emprego, porque talvez dali ele passe pra uma coluna social, e além disso ele já está cansado de correr atrás de notícia. Ele também leva a coisa na brincadeira, só que depois de uns meses não consegue mais achar graça naquilo. Vê que a maioria das cartas são pedidos de conselhos morais e espirituais feitos com profunda humildade; que elas exprimem, ainda que de modo confuso, um sofrimento verdadeiro. Ele descobre também que seus correspondentes o levam a sério. Pela primeira vez na vida, é obrigado a questionar seus próprios valores, e ao fazer isso percebe que é a vítima de tal brincadeira, e não o autor dela.”

14.3.20

Lançamento do livro TANTAS VIDAS SEVERINA é adiado





Amigos, amigas, tendo em vista o surto de coronavírus e o estado de saúde de Severina Acioli, que merece cuidados, FOI ADIADO o lançamento que iria ocorrer neste dia 15 de março. Solicitamos a compreensão de todos e avisaremos assim que nova data for definida.
O livro encontra-se à venda pelo site da Editora Limiar www,editoralimiar.com.br
Obrigado a todos/as.



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26.2.20

Feira do livro de Bolonha é adiada por conta do coronavírus



Por Norian Segatto

No dia 24 de fevereiro, o governo italiano anunciou o adiamento da feira de livros infanto juvenis de Bolonha, a maior do mundo nessa categoria. O motivo é o avanço do coronavírus no país, que já causou diversas mortes (11 registradas até o momento desta postagem). Segundo informações vindas de quem mora na Itália, o clima é de preocupação e medo. Além da feira de livros, outros eventos públicos, como o Carnaval de Veneza, foram adiados ou cancelados; aulas foram suspensas e jogos de futebol estão ocorrendo com portões fechados, sem torcida. 

A feira de Bolonha, que iria ocorrer entre 30 de março e 2 de abril, foi transferida para 4 a 7 de maio. 

Estive na edição de 2017 da Feira de Bolonha e é, de fato, um acontecimento impressionante pela quantidade de obras, debates, eventos oficiais e paralelos e circulação de pessoas de todo o mundo. Será uma pena ter este ano uma feira esvaziada por medo do vírus.   

No Brasil foi registrado o primeiro caso de contaminação por coronavírus em um homem que veio de um voo da Itália para o Brasil.


Sobre o vírus

Trabalhado de prevenção à contaminação
em Wuhan, China - © Reuters

Os coronavírus (CoV) são uma família viral conhecidos desde os anos 1960, mas que tiveram repercussão internacional a partir de 2002, quando ocorreu uma epidemia de SARS (sigla em inglês para síndrome respiratória aguda grave). O SARS-CoV (associação da síndrome com o vírus) se espalhou por cerca de 15 países, infectando 8 mil pessoas causando a morte de 800. A epidemia foi controlada em 2003 e, desde então, não houve registro da doença.

Em 2012 outro coronavírus foi identificado, inicialmente na Arábia Saudita, se espalhando para outros países. Essa nova manifestação ficou conhecida como MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio, em inglês) e teve uma letalidade muito maior do que a anterior: estima-se que 40% das pessoas que contraíram o vírus vieram a falecer.


Este novo coronavírus, que surgiu na província de Wuhan, na China, está rapidamente se espalhando pelo mundo, mas, até o momento, demonstrando uma letalidade menor do que o MERS. Os sintomas são parecidos com o de um forte resfriado, com febre e tosse. 

Circula pelas redes teorias envolvendo o governo dos EUA na contaminação da cidade chinesa, mas isso é tema para outro post.

21.2.20

Conheça o catálogo de livros da Limiar 2020




Para facilitar ainda mais a pesquisa de nossos títulos ativos, livreiros, distribuidores e leitores podem consultar facilmente o catálogo de livros da Editora Limiar, versão 2020.

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No decorrer do ano, assim que novos títulos forem lançados iremos atualizando o catálogo para manter você sempre bem informado.

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Prestigie a cultura nacional neste momento de resistência, em que alguns querem usar a ignorância como arma de poder. Seja da Limiar, seja de qualquer outra editora, compre livros, leia livros, dê livros de presente. A nossa sociedade precisa de mais livros e menos armas. 




19.2.20

Nota da Fenaj contra ataques de Bolsonaro a jornalista





Num cenário em que o jornalismo profissional tem assumido um ingrato protagonismo nas disputas políticas que ocorrem no Brasil, mais uma vez, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, protagoniza grave episódio de machismo, sexismo e misoginia. Nesta terça-feira (18/02), o mandatário decidiu atacar a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo, em pronunciamento com falas de conotação sexual, gravadas em vídeos transmitidos ao vivo.
A jornalista vem sendo alvo de pesados ataques virtuais dos seguidores do presidente e do próprio clã bolsonarista por seu trabalho de jornalismo investigativo, que denunciou o pagamento, por um grupo de empresários apoiadores de Bolsonaro, para envio em massa de mensagens falsas por meio de aplicativo, na campanha presidencial de 2018.
Na semana passada, a premiada repórter foi novamente atacada nas redes sociais, após mentiras declaradas por um depoente na CPMI das Fake News. Na ocasião, Hans River Nascimento, ex-empregado de uma agência de disparo de mensagens digitais mentiu em depoimento, com declarações de cunho sexista, injuriando a repórter e pondo em xeque seu rigoroso trabalho jornalístico.
O filho do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro, repercutiu as declarações mentirosas sobre a produção da matéria jornalística em sua conta no Twitter e no plenário da Câmara, inflamando os seguidores a alimentarem a rede de ódio contra Patrícia na internet.
A partir deste episódio, as mulheres jornalistas desse país também foram vítimas de viralização de vídeo, imagens e “memes” que relacionam a apuração de matérias jornalísticas e a produção de notícias a troca por sexo. Assim, a pouco mais de duas semanas do 8 de Março, data emblemática da luta feminista, toda uma categoria profissional é atingida pela violência de gênero.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), mais uma vez, manifesta repúdio ao teor do pronunciamento do presidente e, junto com sua Comissão Nacional de Mulheres, coloca-se como incansável na tarefa de denunciar, tão sistemático quanto forem, os absurdos declarados por Jair Bolsonaro.
Dedicamos nossa solidariedade e atuação sindical, seja no campo político ou no jurídico (em fase de encaminhamento), às mulheres desse país, às mulheres jornalistas, às mulheres trabalhadores, na pessoa de Patrícia Campos Mello, na certeza de que não passarão os insultos e ofensas de cunho machista, sexista e misógino. Que nosso grito de repúdio sirva para frear tais comportamentos, vindos de quem quer que seja, sobretudo do mandatário da Nação, que deveria defender toda a população e, sobretudo, as maiorias silenciadas de direitos.
Brasília, 18 de fevereiro de 2020
Comissão Nacional de Mulheres da FENAJ

10.2.20

Livro "A fantasia", da Limiar, no catálogo da Feira de Bolonha



A Bologna Children’s Book Fair, feira internacional do livro infantil de Bolonha (Itália), é o mais importante evento sobre literatura infantil, reunindo obras dos mais diversos países. Palestras, exposições, debates, lançamentos ocorrem no concorrido espaço da feira.

A produção brasileira é representada pelo catálogo anual produzido pela Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil (FNLIJ), que reúne as principais obras do ano anterior para compor a mostra do que se faz no Brasil em termos de literatura para a infância.

Publicado pela Limiar, o livro A fantasia, o design e a literatura para a infância, de Michaella Pivetti, faz parte do catálogo deste ano, na categoria de livros de teoria.    

6.2.20

Severina: a história de uma guerreira

Severina Acioli comemora seu aniversário de 70 anos



João Cabral de Melo Neto, em sua obra capital, afirma que há muitos severinos, iguais em tudo e na sina. Esta, porém, é a história de uma Severina única, que, a partir da consciência política, ousou mudar o destino consagrado a tantos migrantes.

O livro Tantas vidas Severina, que será lançado em breve pela Limiar, é um relato comovente de Severina Acioli, à sua prima, a jornalista Nete Moraes, que assina a autoria do livro.
A ideia do livro começou em 2012, quando Severina tinha 62 anos, mas só se completou agora, oito anos depois; mais uma vitória dessa guerreira, que entre tantas batalhas, luta há 20 anos contra o câncer.

Severina veio ainda menina do Nordeste para a Zona Leste de São Paulo. Catou latinhas, papelão e o que pudesse encontrar nas ruas para vender e ajudar a família. Aos 14 anos começou a trabalhar em uma fábrica. No emblemático ano de 1968 passou a ter contato com jovens da Juventude Operária Católica (JOC), frequentava reuniões, se informava e no caldo da convivência com a igreja progressista e o chão de fábrica, desenvolveu uma profunda consciência de classe. Na JOC conheceu Osvaldo (Juruna), que viria a ser líder sindical e seu companheiro por toda a vida.
Severina se engajou ativamente na militância popular, no Movimento Contra a Carestia, nos anos 70. 

Severina em cena do doc A luta do povo
Em 1979, com o assassinato do operário metalúrgico Santo Dias, explodem as manifestações de rua contra a ditadura militar. Parte desse período é contado no documentário A luta do povo (1980), de Renato Tapajós, no qual Severina participa. 

Entrou na faculdade aos 38 anos para cursar Serviço Social e continuar sua vocação em prol dos mais necessitados.

Essa guerreira chega aos 70 anos ainda em luta contra a doença, mas sem perder o brilho no olhar e o sorriso de quem sabe ter feito de sua vida não uma passagem pelo planeta, mas ter deixado sementes de consciência e luta política.

Outros relatos de sua vida podem ser conferidos no emocionante livro/depoimento Tantas vidas Severina – memórias e experiências de superação.   

O livro estará em pré-venda pelo site da Limiar a partir de 10 de fevereiro. Previsão de lançamento do livro, dia 20 de fevereiro. 



14.1.20




Dia 21 de janeiro de 2020 (terça) 
na CASA TOMBADA

A criatividade no planejamento gráfico:
Uma conversa 
com Michaella Pivetti 


Com base em seu livro recém-lançado “A Fantasia, o Design e a Literatura para a Infância”, a designer gráfica Michaella Pivetti convida para uma conversa sobre a criatividade no planejamento narrativo. A partir de Bruno Munari e Gianni Rodari, a autora apresenta a fantasia como chave de leitura crítica, tanto do processo criativo quanto das obras. Ela discute a noção de projeto em design e literatura e observa como aspectos de criação e construção poética aplicados a livros ilustrados da produção contemporânea.

A conversa acontece nesta terça, dia 21, das 9h30 às 12h.

O livro estará à venda no dia do evento. / Investimento : R$ 60,00
A fantasia, o design e a literatura para a infância

O desafio de A fantasia, o design e a literatura para a infância é entender a criatividade por trás dos livros, olhar o projeto gráfico e o texto como um conjunto único para, a partir daí, definir quais categorias podem compor uma gramática da fantasia contemporânea da literatura para a infância. A autora trata dos livros ilustrados, que ela denomina "objetos narrativos ou literários". Neles, o planejamento gráfico é componente ativo do projeto. São, para autora, objetos literários em que se mesclam linguagens e signos e podem ser lidos de variadas maneiras, encantando públicos de todas as idades.
Na obra de Pivetti, o design contribui para a observação de aspectos de originalidade e experimentação em literatura, especialmente aquela para o público infantil. O próprio conceito de fantasia entra em discussão: Munari dizia que fantasia é a faculdade mais livre de todas, complementar à invenção, criatividade e imaginação. Para Pivetti, "a fantasia torna-se a criatividade posta em ação pelo trabalho do autor" e, por isso, é chave de leitura ideal.
Com este livro, Pivetti destaca a importância do design também para a teoria crítica, na ponte entre a criação e experiência de leitura. "O design é parte necessária da análise de um livro, principalmente se for um livro ilustrado”, diz a autora.
 autora

Michaella Pivetti é designer gráfica, especializada em projetos editoriais para jornalismo e livros. Atua como editora de arte e curadora e atualmente se ocupa de literatura para a infância. Michaella é Doutora pela Faculdade de Arquitetura da USP.