26.2.20

Feira do livro de Bolonha é adiada por conta do coronavírus



Por Norian Segatto

No dia 24 de fevereiro, o governo italiano anunciou o adiamento da feira de livros infanto juvenis de Bolonha, a maior do mundo nessa categoria. O motivo é o avanço do coronavírus no país, que já causou diversas mortes (11 registradas até o momento desta postagem). Segundo informações vindas de quem mora na Itália, o clima é de preocupação e medo. Além da feira de livros, outros eventos públicos, como o Carnaval de Veneza, foram adiados ou cancelados; aulas foram suspensas e jogos de futebol estão ocorrendo com portões fechados, sem torcida. 

A feira de Bolonha, que iria ocorrer entre 30 de março e 2 de abril, foi transferida para 4 a 7 de maio. 

Estive na edição de 2017 da Feira de Bolonha e é, de fato, um acontecimento impressionante pela quantidade de obras, debates, eventos oficiais e paralelos e circulação de pessoas de todo o mundo. Será uma pena ter este ano uma feira esvaziada por medo do vírus.   

No Brasil foi registrado o primeiro caso de contaminação por coronavírus em um homem que veio de um voo da Itália para o Brasil.


Sobre o vírus

Trabalhado de prevenção à contaminação
em Wuhan, China - © Reuters

Os coronavírus (CoV) são uma família viral conhecidos desde os anos 1960, mas que tiveram repercussão internacional a partir de 2002, quando ocorreu uma epidemia de SARS (sigla em inglês para síndrome respiratória aguda grave). O SARS-CoV (associação da síndrome com o vírus) se espalhou por cerca de 15 países, infectando 8 mil pessoas causando a morte de 800. A epidemia foi controlada em 2003 e, desde então, não houve registro da doença.

Em 2012 outro coronavírus foi identificado, inicialmente na Arábia Saudita, se espalhando para outros países. Essa nova manifestação ficou conhecida como MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio, em inglês) e teve uma letalidade muito maior do que a anterior: estima-se que 40% das pessoas que contraíram o vírus vieram a falecer.


Este novo coronavírus, que surgiu na província de Wuhan, na China, está rapidamente se espalhando pelo mundo, mas, até o momento, demonstrando uma letalidade menor do que o MERS. Os sintomas são parecidos com o de um forte resfriado, com febre e tosse. 

Circula pelas redes teorias envolvendo o governo dos EUA na contaminação da cidade chinesa, mas isso é tema para outro post.

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