22.3.20

NÃO VERÁS PAÍS NENHUM





Não verás país nenhum

Autor: Ignácio de Loyola Brandão
Ano de lançamento: 1981
Gênero: romance


Escrito em 1981, ainda sob o regime militar brasileiro, esta obra surpreendente conta acompanha a vida de Souza, ex-professor de História, que sobrevive como funcionário público, em um futuro distópico, em uma São 

Paulo dominada por lixo, gangues, burocratas e militares e milícias, os "civiltares".
Além da ditadura política que não terminou neste futuro incerto, o país convive com a degradação ambiental, a Amazônia virou um deserto, racionamento de água, calor insuportável, alimentos artificiais e manufaturados, ausência quase total de vida animal e vegetal, nascimento de crianças deformadas e mutantes.

Para tentar "contornar" problemas, como o do calor intenso, o governo constrói uma enorme marquise (que dá para ser vista da Lua) para abrigar do Sol as milhões de pessoas presas nesse pesadelo.
NÃO VERÁS PAÍS NENHUM é uma obra-prima de como o futuro poderia ser caótico. Quarenta anos após sua publicação, com nossas florestas queimando, nosso território e riquezas sendo entregues diariamente, um governo autoritário apoiado por milícias paramilitares, vemos que Loyola Brandão não narrou um pesadelo ficcional, mas uma quase premonição.   

Li o livro em 1982 e ainda me marca o sentimento que ficou ao término da leitura: um misto de desencanto com a humanidade, a certeza de que essa distopia poderia tornar-se realidade e o sonho de não chegar a ver esse país nenhum narrado por Loyola. E aqui estamos, em meio a uma pandemia, com esse governo, esse capitalismo. O pesadelo quase se tornando realidade. 

Para ler o livro acesse o site da Editora Limiar 

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