8.7.20

CBL lança campanha de ajuda a livrarias




Por Norian Segatto
A Câmara Brasileira do Livro (CBL), juntamente com a Associação Nacional de Livrarias (ANL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), lançou, em junho, o projeto RETOMADA DAS LIVRARIAS, que tem o objetivo de arrecadar fundos para ajudar financeiramente as micro e pequenas livrarias. Segundo a CBL, "com a reabertura dos estabelecimentos e atividades comerciais em diversas cidades brasileiras, as empresas do setor livreiro precisam receber um incentivo importante para fortalecer seus negócios diante de um novo cenário".
Podem participar do projeto micro e pequenas livrarias interessadas em receber a ajuda financeira originária de doações de pessoas físicas e jurídicas. Uma comissão irá avaliar os dados das empresas cadastradas, validar a participação de cada uma delas de acordo com o perfil dos micro e pequenos negócios do setor para, então organizar o repasse da verba entre as participantes do projeto.
As doações podem ser feitas por pessoas físicas ou jurídicas e não há um valor mínimo. Contribua com a quantia que você ou sua empresa desejarem. Juntos podemos fortalecer negócios essenciais para a cultura, a sociedade e a economia do Brasil.




As doações podem ser feitas por depósito, transferências ou documento de ordem de crédito (DOC) para os dados bancários :



Banco Itaú
Ag.0180
c/c 15288-6
Câmara Brasileira do Livro


CNPJ 60.792.942/0001-81


A CBL se compromete a dar total transparência ao projeto, as informações sobre doações recebidas e empresas selecionadas serão disponibilizadas na página do projeto.

A iniciativa é válida, mas será suficiente?

Há muito tempo se discute no mercado do livro o contínuo processo de sufocamento das pequenas livrarias em função do modelo de negócio estabelecido pelas "gigantes" do ramo (físicas e virtuais), que impõem condições que inviabilizam o pequeno negócio. Sobre isso, este blog já destacou, em 2012, esse fenômeno.
Essas grandes companhias, ao abarcarem a maior fatia do mercado, pressionam editoras (impondo condições e descontos draconianos) e livrarias menores, que não conseguem competir com esse modelo predador de negócios. 
A iniciativa da Câmara Brasileira do Livro, da ANL e do SNEL é válida, mas ainda insuficiente para alavancar o setor. Falta uma política clara que articule as três pontas: o comprador, com incentivos à leitura, as editoras, principalmente as pequenas e médias e as livrarias tradicionais. Sem essa articulação e um projeto claro e ousado, voltaremos aqui em breve futuro constatar o fim de livrarias, a queda nas vendas e o baixo nível de leitura da população.        


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